Um levantamento divulgado pela
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apontou que a procura por
sêmen de bancos internacionais para a fertilização in vitro cresceu muito no
Brasil. Em 2017, o número de importações subiu 100% em comparação ao ano
anterior.
De acordo com a Agência, é preciso ter uma autorização
para este tipo de importação. Em 2016, foram concedidas 436 autorizações de
importação. No ano seguinte, esse número saltou para 860.
Metade dessas autorizações foram para o Estado de São
Paulo. Entre as cidades paulistas com mais pedidos, Ribeirão Preto (SP) está em
segundo lugar, perdendo apenas para a capital.
O médico Anderson Sanches de
Melo é especialista em reprodução humana e afirma que tem percebido o aumento
da demanda na clínica de fertilização artificial onde trabalha. “Está ocorrendo o aumento da procura, porque até o
começo dos anos 2010, na maioria das vezes casais heterossexuais recorriam aos
bancos de sémen para engravidar. Com as mudanças sociais, a produção
independente feminina e casais homo afetivos femininos ocupam uma fatia
importante dessa procura”, explica.




