
O assassinato de Higor Humberto Fonseca de Sousa, de 26 anos, e da mulher dele, a estudante Rafaela D’Eluz Giordani, de 21, começou a ser desvendado pela Polícia Civil. Equipes da delegacia de Araxá, no Alto Paranaíba, ouviram, nesta quarta-feira, dois adolescentes e um maior de 18 anos e outro de 20, que podem ter participação no crime. Outras pessoas também foram levadas para a delegacia da cidade, mas o número total não foi informado pela corporação.
Desde o início da manhã, equipes da delegacia estão nas ruas atrás de possíveis envolvidos no crime. Dois adolescentes foram encontrados e prestam depoimento ao delegado Sandro Negrão, responsável pelas investigações. Uma faca, que pode ter sido usada no crime, também foi apreendida.
Além dos detidos, o juiz da Vara Criminal, Renato Zupo, expediu um mandado de prisão temporária para Yuri Santiago Borges, de 22 anos, que também é suspeito de participar do crime e está foragido.
Uma coletiva para a imprensa estava prevista para esta tarde em Araxá, mas foi cancelada. Ainda de acordo com a Polícia Civil da capital, assim que todos os suspeitos do crime forem identificados serão divulgadas mais informações.
O delegado Sandro Negrão afirmou que pelo menos quatro fatos fazem com que a Polícia Civil acredite mais na possibilidade de um latrocínio para o assassinato do casal, do que em uma execução motivada por vingança. A primeira é o uso de facas, já que em casos de execução o mais comum é a utilização de armas de fogo.Higor foi morto com mais de 100 facadas por todo o corpo e Rafaela com 12, todas no pescoço. Outro fato que aponta para a direção do latrocínio é a casa ter sido encontrada completamente revirada.

A Polícia Civil sabe que Higor tinha um comportamento extrovertido e gostava muito de mostrar que tinha boas condições financeiras. Uma pessoa que prefere não se identificar e conhecia o rapaz afirma que ele gostava de andar com dinheiro vivo.
Pelas investigações feitas até agora, a polícia acredita que os criminosos encontraram primeiro Rafaela, que pode ter sido amordaçada para que não alertasse o marido quando ele chegasse. A polícia também avalia que, por ter porte físico avantajado, Higor tenha tentado reagir ao assalto. A teoria é reforçada por marcas de sangue encontradas em uma das paredes do banheiro, onde o corpo do rapaz estava.



