O diretor científico
da Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro (Socerj), Claudio
Tinoco, fez um alerta sobre os cuidados com calor excessivo por conta das altas
temperaturas vividas neste verão. “Quando aumenta muito a temperatura, existe
um risco de a gente entrar em um estado de desidratação, onde o corpo perde uma
quantidade significativa de líquido. Isso faz com que o coração tenha que
trabalhar mais, a pressão arterial pode cair, aumenta o risco de a pessoa ter
um desmaio, que é a perda da consciência, e pessoas que têm problemas cardíacos
podem ter até complicações sérias, como o acidente vascular cerebral (AVC) e
até o infarto do miocárdio”.
O alerta feito serve como ponto de atenção num dos verões mais
rígidos dos últimos anos, principalmente no sudeste do país.
Para conviver com esta rotina, é preciso tomar certos cuidados.
Evitar exercícios físicos nos horários de pico do calor pois, segundo o
especialista pode ter efeitos “devastadores” sobre o corpo, cérebro, os rins, o
coração.
É o chamado estresse
térmico, em que a desidratação compromete inclusive a capacidade de a pessoa
regular a temperatura do corpo. “A pessoa perde muito líquido e não consegue
fazer com que a temperatura interna do corpo seja rebaixada e isso vai
acarretando danos ao organismo e pode até contribuir para a morte”.




