Os dois primeiros anos de mandato de Gilson de Souza (DEM) foram um período de espera e a “paciência”, agora, chegou ao fim. Este é o pensamento, ainda velado, da oposição ao atual prefeito, tanto na Câmara dos Vereadores como na sociedade civil em geral.
E não deverá faltar munição, diante do atual cenário. Em dois anos, a cidade não recebeu moradias populares construídas pelo governo municipal – e estadual; a fila das cirurgias eletivas permanece em milhares de pessoas, assim como a longa lista de nomes no aguardo de vaga em creche. Não são poucos os problemas.
Também vão, certamente, municiar os opositores do prefeito o descumprimento de diversas promessas de campanha de Gilson, como construção de hospitais, de Clínicas e veterinário, emborrachamento da pista do Póli, faculdade municipal, ônibus a R$ 1 em todo fim de semana, segundo restaurante Bom Prato, etc.
Além disso, a ação civil pública contra Gilson que tramita na Justiça poderá ser um importante combustível contra o prefeito. O processo foi proposto pelo Ministério Público e aceito pela Justiça durante o recesso da Câmara, mas a oposição acompanha atenta o desenrolar.
Com o retorno dos trabalhos do Legislativo, na primeira semana de fevereiro, nos bastidores está sendo articulada uma CEI – Comissão Especial de Inquérito – para apurar se, além da improbidade que está sendo julgada, houve crime político administrativo no pagamento, por quase um ano, de aluguel mensal de R$ 9 mil em um prédio desocupado, onde funcionou, no passado, a incubadora de empresas da cidade.
Outra frente que os opositores do governo vão apurar são as declarações do ex-secretário de Administração e Recursos Humanos, Alberto Cordero Donha, de que o projeto de lei que criou 104 cargos em comissão contém irregularidades.
A instabilidade do governo, que tem perdido secretários sucessivamente, mesmo sendo pessoas de confiança de Gilson de Souza, pode inclusive abrir possibilidade de que a oposição ganhe novos integrantes, o que poderá trazer consequências políticas, uma vez que, com cinco assinaturas, é possível instaurar uma CEI ou Comissão Processante, que tem poder inclusive para recomendar a cassação do prefeito.



