Um dos ingredientes básicos da cerveja, o lúpulo ainda é
predominantemente importado de países do Hemisfério Norte e por muitos
considerado inviável para o solo brasileiro, mas um pesquisador da Unesp de
Jaboticabal quer mudar essa realidade.
Em seu trabalho de doutorado, Renan Furlan associa melhoramento genético
com seleção natural a fim de encontrar uma variedade da matéria-prima capaz de
ser produzida em escala comercial nas condições climáticas de nosso país. O
projeto é desenvolvido no Núcleo de Estudos em Olericultura e Melhoramento
(Neom), sob orientação da professora Leila Trevisan Brás.
A iniciativa recentemente premiada na Alemanha por uma das maiores
empresas do mundo no setor do lúpulo pode não só melhorar a qualidade da bebida
brasileira, como também baratear seus custos de produção nos próximos anos,
segundo ele.
Nomeada cientificamente como Humulus lupulus, a
erva se desenvolve com facilidade no clima temperado de países como Estados
Unidos e Alemanha, com estações bem definidas e uma incidência solar de até 15
horas por dia.




