O Comitê de Monitoramento do Setor
Elétrico (CMSE) decidiu nesta sexta-feira, 08 de fevereiro, em reunião
extraordinária, liberar o funcionamento de usinas termelétricas mais caras, a
chamada fora da ordem de mérito. De acordo com o comitê, a medida foi tomada
por causa da escassez de chuvas, dos níveis dos reservatórios das hidrelétricas
que se encontram abaixo da média histórica para o período e levando em
consideração “as previsões meteorológicas para os próximos dias”.
A ordem de despacho das usinas, feita
pelo Operador Nacional do Sistema (ONS), é definida pela energia de menor
custo, em geral, as hidrelétricas, até as térmicas de maior custo, fora da
ordem de mérito de custo econômico. Com a decisão desta sexta-feira, serão
despachadas as usinas cujo custo para a geração de energia apresenta valores
superiores aos indicados pelos modelos computacionais do setor. “Assim,
serão despachadas as usinas termelétricas até o limite de Custo Variável
Unitário – CVU de R$ 588,75/MWh nos subsistemas Sudeste-Centro-Oeste e Sul, a
partir de 09 de fevereiro de 2019”, disse o CMSE em nota.
O comitê, responsável pelo
monitoramento das condições de abastecimento e pelo atendimento ao mercado de
energia elétrica do país, decidiu ainda que o ONS deve considerar a liberação
da importação de energia do Uruguai e da Argentina, também a partir de amanhã,
como recurso adicional, mas mantendo a geração de usinas termelétricas.
Dados meteorológicos mostram que, em
janeiro, predominou no país cenário de pouca chuva, especialmente nas regiões
Sudeste e Centro-Oeste. Com isso, a quantidade de água que chegou aos
reservatórios das hidrelétricas, responsáveis por 64% do parque gerador
nacional, ficou abaixo da média histórica em todos os subsistemas.




