sexta-feira, 19 jun 2026 ☀ Franca/SP 13°C
DólarR$ 5,18▲ 0,0%
EuroR$ 5,98▲ 0,0%
Selic14,50%▲ 0,0%
BitcoinR$ 326 mil▲ 0,0%

Carnaval: vacinação contra febre amarela deve ser feita até esta 3ª, 19

Para que a imunização tenha efeito para o período do carnaval, deve ser feita nesta 3ª, 19 de fevereiro

Compartilhar

Para que a imunização contra a febre
amarela tenha efeito para o período do carnaval, que neste ano será de 02 a 06
de março, a vacinação deve ocorrer até esta terça-feira, 19 de fevereiro.

A recomendação do governo paulista é,
sobretudo, para quem vai viajar para áreas de mata e ribeirinhas, pois a
proteção efetiva só ocorre após dez dias. A cobertura vacinal contra febre
amarela no estado alcança 70%, em média, com variação entre as regiões.

Todo o estado tem recomendação da
vacina por causa da circulação do vírus. A imunização é indicada para pessoas a
partir dos 9 meses de idade. Pacientes portadores de HIV positivo e
transplantados devem consultar o médico sobre a necessidade da vacina. 

Não há
indicação para gestantes, mulheres amamentando crianças com até 6 meses de
idade e imunodeprimidos, como pacientes em tratamento quimioterápico,
radioterápico ou com corticoides em doses elevadas.

Continua depois da publicidade

Os foliões que não se vacinarem no
prazo adequado devem evitar entrar em áreas verdes e devem usar repelentes e
roupas compridas e de cor clara para reforçar a prevenção, conforme orientação
da Secretaria Estadual de Saúde.

O último balanço do governo paulista,
que considera o período de janeiro à primeira quinzena de fevereiro, confirma a
ocorrência de 36 casos de febre amarela silvestre em São Paulo, dos quais nove
resultaram em morte. Em 2018, foram 502 casos e 175 mortes. Em 2017, foram
registrados 74 casos e 38 mortes. Não há casos de febre amarela urbana no
Brasil desde 1942.

Postos
volantes

Além da disponibilização gratuita nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), a vacina é
oferecida em mais de 40 postos volantes espalhados pela cidade. A
instalação de unidades de vacinação em locais de grande circulação de pessoas é
uma das estratégias adotadas pela Secretaria Municipal da Saúde para atingir
cobertura vacinal de 95% até maio. O índice na capital paulista atualmente é de
77,05%.

Em 2018, foram confirmados 13 casos
de febre amarela contraídas na cidade de São Paulo, que resultaram na morte de
seis pessoas. De acordo com a secretaria, embora o vírus da forma silvestre da
doença esteja em circulação, conforme comprovou a contaminação de um macaco
bugio no Jardim Botânico/Parque Zoológico, não há nenhum caso confirmado de
contaminação da doença em humanos em 2019.

A lista das unidades volantes e dos
postos de saúde, bem como o horário de funcionamento, podem ser encontrada no
site da Prefeitura.

Arboviroses

O boletim epidemiológico do governo
municipal – atualizado até o dia 12 de fevereiro – aponta a ocorrência de 201
casos de dengue na cidade de São Paulo. O número de casos da doença em 2018
chegou a 563. Não foram registrados casos de zika ou chikungunya, que também
são transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.

O verão – com o aumento das chuvas –
é o período mais propício à proliferação de doenças transmitidas por arbovírus,
os quais são transmitidos ao homem por artrópodes, ou seja, por meio da picada
de insetos como o Aedes aegypti. Dengue, chikungunya e zika, além da febre
amarela, estão entre as arboviroses mais comuns no Brasil. No caso da febre
amarela, como o vírus em circulação, é o da forma silvestre, e as transmissões
ocorrem pelo mosquito Haemagogus e Sabethes.

Cesar Colleti

O que acontece e como acontece em Franca e região