
Jogar bola na rua, brincar de esconde-esconde com o vizinho, participar de uma festa do pijama na casa do coleguinha? Nem pensar! O mundo lá fora reserva muitos perigos e riscos às crianças. Escolher a própria roupa, o esporte a praticar e até os amiguinhos: de jeito nenhum! Somente os adultos sabem o que é bom para a criança, certo? Se você concorda com estes pensamentos é bem provável que você faça parte dos pais superprotetores.
A entrada da mulher no mercado de trabalho, a violência generalizada e as mudanças nos padrões da educação costumam ser as razões que levam pais e mãe a criarem uma redoma de vidro em volta de seus filhos. Pois esse excesso de zelo pode sair pela culatra e desenvolver uma criança insegura, intolerante a frustrações, dependente, tirana e manipuladora. “Assim, é importante apresentar desafios de maneira gradual aos filhos para que eles possam se tornar cada vez mais independentes”, observa a psicóloga Larissa Maciel Travassos, que completa: “aos poucos, cuidados como estimular que os filhos possam dormir na casa de amigos, ou permitir que desçam sozinhos no playground do prédio, por exemplo, favorecem experiências que possibilitam à criança a sensação de ser independente e capaz de cuidar de si mesma”.




