Um aplicativo desenvolvido na
USP de Ribeirão Preto usa inteligência artificial para interpretar e avaliar a
qualidade da fala de crianças com síndrome de Down. Através do som, ele auxilia
no aprendizado da pronúncia correta das palavras e estimula o desenvolvimento.
Denominado de SofiaFala – por inspiração em uma criança
conhecida do grupo que tem a síndrome -, o sistema está em fase de testes, mas
deve estar disponível para download gratuito até julho deste ano, segundo
Alessandra Alaniz Macedo, uma das coordenadoras do projeto. “A gente
pretendia que a criança, em casa, pudesse ter a prática do exercício
fonoaudiólogo como se tivesse uma fonoaudióloga ali do lado”, afirma a
pesquisadora.
A iniciativa surgiu de uma ideia da cientista da computação Marinalva
Soares, de São José do Rio Preto (SP), insatisfeita com a falta de recursos
para auxiliar a filha Sofia, que nasceu com síndrome de Down e que aos 3 anos
ainda manifestava dificuldades na fala.
De acordo com dados estimados pela USP, um em cada 700 bebês no mundo
nascem com Down, alteração genética no cromossomo 21 que compromete o
desempenho intelectual. No Brasil, a síndrome atinge uma população estimada de
300 mil pessoas de diferentes idades.




