As doenças inflamatórias intestinais
(DII) têm como sintomas frequentes dores abdominais, diarreia e, em casos mais
graves, sangramento retal. Tradicionalmente, os tratamentos agem para suprimir
diretamente a inflamação. No entanto, muitos pacientes encontram pouco alívio
ao serem submetidos a essa abordagem.
Na busca por intervenções mais
eficazes, um grupo de pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de
Washington, em St. Louis, nos Estados Unidos, identificou um composto que tem
outra via de atuação. Em vez de focar nos processos inflamatórios, ele diminui
a atividade de um gene ligado à coagulação do sangue.
Em testes com ratos, a terapia
mostrou-se promissora. “Nós encontramos um alvo único e que não é uma
molécula inflamatória. Ainda assim, o bloqueio reduziu a inflamação e os sinais
de doença, pelo menos em camundongos. Se pesquisas adicionais corroborarem
nossas descobertas, achamos que esse alvo pode ser útil para um número maior de
pacientes”, ressalta, em comunicado, Thaddeus S. Stappenbeck, pesquisador
do Laboratório de Medicina Genômica da universidade americana e autor sênior do
estudo, divulgado na edição desta semana da revista Science Translational
Medicine.
As DII mais comuns são a doença de Crohn e a colite ulcerativa — ambas
caracterizadas por inflamação fora de controle, mas em diferentes partes do
trato gastrointestinal. Geralmente, os pacientes são tratados com drogas como
os corticosteroides.




