As oficinas ficam na maior parte na região da Caatinga no Seridó: grandes marcas exploram o sufoco do povo do semiárido do Rio Grande do Norte, informa a equipe da Repórter Brasil. Em off: a gente aqui, na luta pela natureza, desenvolvimento sustentável, cidadania e não-violência, via Google pesquisamos uma postagem no site intersindicalcentral.com.br que nos levou a conhecer e/ou rever alguns trabalhos da ONG Repórter Brasil.
Aqui hoje nos blogs Folha Verde News e Flash de Ecologia destacamos esta reportagem que coloca em contraponto crítico a realidade de costureiras e pequenos trabalhadores em oficinas terceirizadas de costura com os donos dos produtos, as oficinas produzem peças de roupa para a Hering, para a Guararapes, do grupo Riachuelo e para a RM Nor, associada da C&A e Renner, na produção de peças de roupas. Confira a seguir um resumo da matéria da Repórter Brasil,que tem também algumas fotos feitas por sua equipe, documentando a denúncia. Há mais de uma década venho de longe acompanhando o trabalho do jornalista Leonardo Sakamoto, que lidera esta equipe independente e muito oportuna: Sakamoto antes foi redator da Abril, professor daECA da USP, passou pelos sites IG e Uol, hoje a atuação da organização não governamental Repórter Brasil cresceu bastante, também na área do jornalismo investigativo, agência de notícias, documentários, contando com profissionais de ponta como Ana Aranha, Natália Suzuki e Marcelo Gomes, entre outros, toda uma nova geração de repórteres e produtores culturais que usam as mídias digitais ou mais contemporâneas. Hoje também, em geral se fala mal das ONGs e de sua dependência ao poder público, o que poderia até limitar a liberdade de todo o movimento ecológico ou científico, porém, no caso da Repórter Brasilparece que este limite não censurou suas matérias, pode até ser exceção a sua atuação independente, alternativa, que também tem o apoio de organizações internacionais e doações da sociedade civil. OK, beleza, vamos ao que interessa, à reportagem realizada por esta equipe de ponta no sertão de Seridó, no Rio Grande do Norte. Confira o resumo de informações.
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Pequenas oficinas produzem peças de roupa para a Hering, Guararapes, Riachuelo, RM Nor... |
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Uma das oficinas de costura na região de Seridó, esta é da Zara |
A constatação não podia ser pior: costureiras recebendo abaixo do salário mínimo e trabalhando por longas jornadas. “Com a chegada em massa das oficinas na região do Seridó, no semiárido do Rio Grande do Norte, surgiram também episódios de graves violações trabalhistas tal como jornadas excessivas, trabalho sem carteira assinada e pagamentos abaixo do salário mínimo. Problemas sérios quando se considera o tamanho das marcas que são responsáveis pela produção. Mas que podem parecer pequenos aos olhos da população local, que luta contra a pobreza e a seca”, constata a reportagem de André Campos. “Há dias em que a jornada começa às sete da manhã e pode ir até às dez da noite. Se você não cumpre a meta, fica depois do expediente costurando as peças que faltaram”, relatou uma das costureiras. De acordo com a reportagem, o semiárido é o novo destino de uma velha prática, já que, há anos, as grandes marcas da moda terceirizam sua produção para pequenas oficinas em outras regiões do país. Em São Paulo, por exemplo, as oficinas de bolivianos foram palco de diversos flagrantes de trabalho escravo. Algumas delas produziam roupas para grandes varejistas como Marisa, Pernambucanas, Renner e Zara. Do mesmo modo como terceirizam sua produção para imigrantes nos grandes centros, o novo boom de oficinas se expande na região nordeste do país de onde costumavam sair os migrantes brasileiros. Muda a localização e o sotaque, mas as roupas continuam sendo costuradas por uma população vulnerável, muita propícia a aceitar condições precárias de trabalho, contando, para isso, com o apoio ou com a falta por lá também de políticas estaduais e de projetos públicos para apoiar a iniciativa de pequenos empreendedores. O Sebrae precisa chegar ao semiárido…Conforme informa a reportagem , foram procuradas algumas das grandes marcas ou empresas, como a Hering e a Riachuelo, que alegaram “auditar as oficinas e que exigem delas o cumprimento das leis trabalhistas, adotando medidas corretivas quando necessário”. Infelizmente não é a realidade que as costureiras entrevistadas relatam na matéria da Repórter Brasil.
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Repórter Brasil criou o aplicativo Moda Livre para o consumidor poder evitar esta exploração |
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Aqui Sakamoto e parte do pessoal da Repórter Brasil, uma alternativa superlegal |
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A logomarca é como a impressão digital do brasileiro comum |
Amanhã aqui neste microblog de Ecologia mais informação e para você onde quer que você esteja, muita paz, Padinha!








