A
assistente de compras Fabíola Taís de França, de 39 anos, há quatro meses não
convive com as dores nas costas que a incomodaram por dois anos. Com um corte
milimétrico, alta no dia seguinte ao procedimento e uma recuperação de apenas
uma semana, ela foi submetida no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto
(HC-RP) a uma cirurgia endoscópica na coluna, modalidade pouco difundida no
Brasil que a curou de uma hérnia de disco.
O procedimento que ela recebeu
sem pagar nada é uma técnica já realizada em países como China, Estados Unidos
e Alemanha, além de algumas clínicas particulares em grandes centros
brasileiros, que, em vez de bisturis e pinças, usa alta tecnologia com câmera e
instrumentos de proporção reduzida.
A modalidade, segundo os médicos, poderia mudar a forma
como se operam pacientes pelo Sistema Único de Saúde (SUS), sobretudo por ser
menos invasiva e com menos complicações que a cirurgia aberta convencional, que
implica meses de recuperação no pós-operatório.
No
interior de São Paulo, a nova técnica chega aos primeiros pacientes ainda de
forma restrita por meio de um curso de extensão inédito no Brasil oferecido
pela Faculdade de Medicina (FMRP) em parceria com o DWS Spine Research Center,
que tem capacitado profissionais brasileiros e do exterior.




