O número de estagiários no país cresceu de 466.157
no primeiro trimestre do ano passado para 576.983 no mesmo período deste ano,
uma alta de 23,8%.
Segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira, 16 de abril, em São Paulo, pelo
Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), estudantes do sexo feminino são
maioria no mercado, respondendo por 65% das vagas ocupadas, com taxa de
contratação de 30%.
A aprendizagem, outra modalidade de trabalho,
voltada para jovens entre 14 e 24 anos, sendo a maioria (68.8%) formada no
ensino médio, apresentou alta de 39,5%, passando de 109.966 postos no primeiro
trimestre de 2018 para 153.452 no mesmo período neste ano. Entre os aprendizes,
o índice de contratação é de 25%.
O superintendente do CIEE Humberto Casagrande Neto destacou
que 27% da população com até 24 anos está sem emprego no país. “O jovem é
sempre demitido em primeiro lugar, e é contratado mais tarde”, disse. Segundo
ele, aumentar a qualidade e a formação dos jovens é primordial. “A
produtividade da economia brasileira é uma das menores do mundo. Até os
argentinos estão acima. Os programas de estágio tem tudo a ver com a melhora da
produtividade, essa pauta também está aqui”, completou.




