
Pendurada em seu casulo, a lagarta ansiava pela liberdade. Sabia que o que a aguardava era mágico: voar sem direção, sem pressão, só pela vontade. Sorver das belas flores o seu perfume. Embelezar os jardins. Dar margem à imaginação dos enamorados. Colorir o céu. Sentir o vento. Ser leve, inteira. Morreu. Renasceu com asas. Longe de regras, cobranças, foi descobrir a nova vida. Encantou-se com a música dos pássaros. Com a dança das flores. Ensaiou seus próprios passos. Perfumou-se com o aroma das rosas. Recitou poemas. E descobriu a própria mágica: ela era muito mais do que imaginara ser! E num rápido bater de asas, a pequena borboleta vôou… Até alcançar o mais próximo das nuvens, de onde olhou calmamente para tudo aquilo que era tão seu. Era feliz. Pura e simplesmente. E se dependesse dela, o seria para sempre.



