Você pode ir ao cinema ou ao mercado sozinho. Se pensar melhor,
porém, está acompanhado. Graças aos smartphones, a interação social é
frequente, mesmo à distância.
Um grupo de pesquisadores canadenses mostra que o aparelho,
considerado indispensável por muitas pessoas, ajuda a atender a uma necessidade
existente desde os primórdios da história humana: a sociabilidade. E a forma
como ele é usado varia pouco conforme a faixa etária do dono, indica outro
grupo de cientistas — dessa vez, americanos.
Para autores e especialistas, os resultados de ambos os estudos
podem ajudar na criação de estratégias que estimulem o uso mais saudável desses
dispositivos móveis.“Há alguns anos, venho observando as experiências de
pessoas com smartphones e ouvindo sobre as frustrações delas com a forma como
se envolvem com o telefone. Por outro lado, quando as perguntamos sobre o que
acham significativo sobre o fato der ter o aparelho, ninguém diz: ‘Ah, nada’.
Todas podem apontar experiências que têm um significado pessoal”, diz ao
Correio Alexis Hiniker, professor-assistente da Universidade de Washington, nos
Estados Unidos, e um dos autores do segundo estudo, apresentado na ACM CHI,
conferência sobre fatores humanos em sistemas computacionais realizada na
Escócia.
No estudo, Hiniker e sua equipe entrevistaram três grupos de
usuários de smartphone — alunos do ensino médio, universitários e adultos
graduados —, com idade entre 14 e 64 anos.




