Um estudo desenvolvido pela Universidade Federal de Goiás (UFG)
possibilitará, a produtores e autoridades sanitárias, identificar e mensurar o
uso de agroquímicos – em especial pesticidas e fungicidas – nas frutas e
legumes consumidos no país.
Segundo pesquisadores, a técnica poderá ser usada também para
checar se os produtos enviados ao exterior estão em conformidade com a
legislação estrangeira no que se refere a agrotóxicos.
O orientador da tese, professor do Instituto de Química da UFG,
Boniek Gontijo, explica que a técnica permite, também, evitar “as discrepâncias
entre a quantidade sugerida nos rótulos de agrotóxicos e a quantidade
suficiente para que o agroquímico exerça sua função. Em geral, eles sugerem uma
quantidade maior do que a necessária, com o objetivo de aumentar seus lucros”,
justificou o professor.
Desenvolvida em parceria com a Louisiana State University (EUA),
a técnica foi usada, inicialmente, para identificar o nível de penetração do
fungicida imazalil em maçãs. “Constatamos que a substância penetra além da
casca da fruta, atingindo em pouco tempo suas estruturas internas, o que pode
prejudicar a saúde do consumidor, mesmo que a casca seja lavada”, disse o
orientador do estudo.




