A recente liberação da insulina inalável, medicamento autorizado
para venda e consumo pela Agência Nacional de vigilância Sanitária (Anvisa) em
oito formas de apresentação, ainda precisa ser importado dos Estados Unidos.
Para o médico e pesquisador Freddy Goldberg Eliaschewitz, a
disponibilidade do medicamento pode ajudar no tratamento da doença no Brasil,
pois é mais confortável do que a aplicação da insulina por injeção e o manejo é
mais eficiente. A insulina inalável começa a funcionar em 10 minutos no organismo
e o efeito dura até 90 minutos.
A insulina injetável pode demorar até 60 minutos para começar a
fazer efeito e permanece ativa por até cinco horas no organismo. “Por um lado,
se o paciente aplica a insulina injetável antes do almoço e o medicamento demora
a agir, o nível de açúcar sobe muito no início da refeição. Muitas vezes, a
comida foi ingerida, mas a insulina nem começou a agir. Por outro lado, se o
efeito da insulina demora a passar, o paciente pode sofrer uma queda de açúcar
mais adiante. A absorção dos alimentos já terminou, mas a insulina continua
agindo”, explica Eliaschewitz que é médico Hospital Israelita Albert
Einstein e diretor clinico do Centro de Pesquisas Clínicas que desde 2014
trabalhou nos testes para o desenvolvimento da nova droga.
O diabetes é considerado uma doença crônica onde o pâncreas não
produz insulina suficiente ou quando o organismo do paciente não consegue
utilizá-la. A insulina é o hormônio que regula a glicose no sangue.




