Divulgado no último dia 28 de junho, o
acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia é considerado um avanço
para o incremento das exportações brasileiras de diversos setores econômicos,
especialmente para o agronegócio. Por outro lado, setores de bens manufaturados,
caso do calçadista, ainda aguardam mais detalhes do tratado para comemorar.
O presidente-executivo da Associação
Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Heitor Klein, destaca que,
a princípio, o acordo é positivo para o setor, porém é preciso ter mais
detalhes acerca dos mecanismos de comprovação de origem do produto importado da
União Europeia. “Temos um pleito junto ao Governo de que, para que o calçado
seja considerado efetivamente europeu, ele tenha um mínimo de 60% dos seus componentes
produzidos localmente. O receio do setor calçadista é de que algum país europeu
possa ser utilizado como plataforma de exportação por fabricantes de outros
países, especialmente asiáticos, para embarcar seus produtos com benefício da
alíquota reduzida ou mesmo zerada”, comenta o executivo. Hoje a alíquota de
importação de calçados praticada é de 35%.
Ainda segundo Klein, por outro lado, as
exportações de calçados brasileiros para a Europa deverão ser beneficiadas,
pois o acordo prevê uma redução da tarifa média de importação desse produto
oriundo do Mercosul de 17% para zero. No ano passado, os calçadistas
brasileiros exportaram 17,7 milhões de pares para países do Bloco, 14% menos do
que em 2017. Já as importações de calçados europeus, no ano passado, somaram
332,8 mil pares, 3,6% menos do que em 2017.
O Acordo




