Época de frio, início do inverno e os cuidados
contra a dengue diminuem. Isso ocorre porque o mosquito Aedes aegypti,
transmissor da doença, circula menos durante períodos mais frios, mas se os
criadouros não forem eliminados, os ovos depositados podem permanecer
intactos por meses e, quando a estação quente recomeçar, eles vão eclodir,
dando origem a um novo ciclo do mosquito. É o que explica a coordenadora da Vigilância
Ambiental da Secretaria da Saúde do Paraná, Ivana Belmonte.
Para ela, a prevenção é a forma mais eficaz de se combater o
mosquito e essa é uma tarefa que depende muito da contribuição da população. “Mais
de 60% dos criadouros estão nos quintais e dentro das residências, em
recipientes que acumulam água parada”, diz.
Pesquisa
Segundo o primeiro Levantamento Rápido de Índices de Infestação
pelo Aedes
aegypti (Liraa) de 2019, divulgado em abril pelo Ministério da
Saúde, 994 municípios apresentaram alto índice de infestação para as doenças
provocadas pelo mosquito, com risco de surto para dengue, zika e chikungunya.




