Reconhecido
pelo sabor leve e caramelado, o Café da Alta Mogiana, produzido na região de
Ribeirão Preto e no Sul de Minas Gerais, está entre os produtos protegidos pelo
acordo comercial entre Mercosul e União Europeia.
Isso
significa que a marca não pode ser reproduzida em outros países, ou seja, não
serão aceitas imitações, a conhecida pirataria.
O texto é preliminar, deve passar por revisões e ainda
depende da aprovação de todos os países envolvidos para entrar em vigor.
Entretanto, o presidente da Alta Mogiana Specialty Coffee (AMSC), Márcio Luiz
Palma Resende, diz que a medida demonstra o reconhecimento da qualidade da
produção agrícola regional.
Segundo
Resende, que também é cafeicultor, o termo “Alta Mogiana” remete à Companhia
Mogiana de Estradas de Ferro, que funcionou de 1872 a 1971. Com 2 mil
quilômetros de extensão, a ferrovia ligava o triângulo mineiro ao porto de
Santos (SP), passando por toda a região noroeste e centro-oeste de São Paulo. “A
gente divide a área em baixa Mogiana, média Mogiana e alta Mogiana. Isso não
tem nada a ver com altitude em relação ao nível do mar. A baixa Mogiana fica
mais ao sul, a média próxima a São Sebastião da Grama, e a alta onde está
Ribeirão Preto. Tem a ver com a posição geográfica dentro do estado de São Paulo”,
explica.




