Com a condição de não ser identificada, uma moradora de Ribeirão Preto conta que foi ofendida, ameaçada e agredida várias vezes pelo ex-companheiro, usuário de drogas. Ela chegou a registrar um boletim de ocorrência, mas teve medo de levar a denúncia adiante. Só depois de quase ser morta, a jovem obteve uma medida protetiva e conseguiu se afastar do agressor.
Assim como ela, outras 1.796 vítimas de violência doméstica também pediram proteção à Justiça em Ribeirão no primeiro semestre deste ano, segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).
Isso representa, em média, 11,9 pedidos por dia, 57% a mais do que no ano passado. “Eu tinha muito medo, por causa de ameaças. Eu pensava: não pode com ele, junte-se a ele. Só que não é bem assim. As mulheres têm que criar coragem, têm que parar de ter dó, porque na hora que a gente está sofrendo a agressão, eles não têm piedade”, desabafa a vítima.
Ainda de acordo com o TJ-SP, nas cidades da região de Ribeirão foram protocolados 2.107 pedidos de medida protetiva esse ano.




