Ganhando
cada vez mais popularidade no Brasil e no mundo, a arte da tatuagem movimenta
um grande mercado no país. De acordo com um levantamento feito pelo Sebrae em
2016/ 2017, houve um crescimento de 24% no número de estúdios abertos no
Brasil. Além disso, o Brasil ocupa 9º lugar no ranking de nações
com mais pessoas tatuadas – 38% da população têm pelo menos uma tatuagem.
“Em
meio a tamanha popularidade, é preciso conscientização sobre este procedimento,
que deve ser profissional, feito em condições higiênicas, com agulhas
esterilizadas e com seguimento das demais regras da ANVISA (Agência Nacional de
Vigilância Sanitária)”, alerta Maria Inês Harris, Diretora
Executiva do Instituto
Harris e especialista em avaliação de segurança na área cosmética.
No
país, apenas 3 marcas de tintas (Eletric Ink, Iron Works e Starbrite Colors)
receberam aprovação da ANVISA. Se não regulamentadas, as tintas podem ser
tóxicas e colocar em risco a saúde.
“Em
tintas não regulamentadas pela Anvisa, os componentes podem estar adulterados e
estar presentes em proporções acima das indicadas, apresentando, por exemplo,
excesso de ferro, bactérias ou mofos. Os problemas mais comuns ao usar uma
tinta não autorizada são ocorrência de dermatites graves na pele, que causam
coceira, vermelhidão, feridas e reações alérgicas”, afirma Harris.




