A vendedora de roupas Talita Oliveira, 29 anos, se submeteu a sete cirurgias reconstrutoras nos últimos dois anos: duas na orelha e cinco no nariz. “E terei que fazer mais 10 só no nariz”, diz ela.
Em novembro de 2017, foi atacada pelo ex-companheiro, que não aceitava o fim do relacionamento. Era manhã de domingo quando o agressor invadiu a casa da mãe dela em Barueri (SP), onde ela estava.
Tentou esganá-la, quebrar seu pescoço e arrancou com os dentes uma orelha e o nariz da vendedora. Os dois filhos mais velhos da mulher, de 13 e 11 anos, viram tudo. “Vivi uma cena de filme de terror. Fiquei desfigurada. Dormi uma e acordei outra. Parecia um monstro”, diz ela.
O Ministério da Saúde registra que, no Brasil, a cada quatro minutos uma mulher é agredida por ao menos um homem e sobrevive. No ano passado, foram registrados mais de 145mil casos de violência – física, sexual, psicológica e outros tipos – em que as vítimas sobreviveram. Cada registro pode incluir mais de um tipo de violência.




