
Queixas sobre a rede municipal de saúde, incluindo uma acusação de negligência médica, marcaram o Expediente (período da manhã) da 32ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Franca, realizada nesta terça-feira, 10 de setembro. A munícipe Márcia das Graças Ribeiro foi a primeira a falar. Ela utilizou a Tribuna para denunciar a morte de seu noivo, Alexandre Martins Martinez, de 57 anos, no mês passado, quando ele sofreu um infarto. Ele era cardiopata e estava na fila para receber um transplante.
Ele foi levado ao Pronto-Socorro “Álvaro Azzuz”, onde foi constatada a gravidade do caso e solicitada uma vaga na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Complexo Santa Casa. No entanto, depois de 10 horas, Martinez continuava aguardando no PS. Depois de Márcia ter ido à delegacia e falado com a imprensa, o seu noivo foi transferido para o pronto-socorro do Hospital do Coração (parte do Complexo Santa Casa), onde continuou a esperar por uma vaga na UTI. “Voltei para casa, e depois de algumas horas pediram para eu voltar ao hospital. Ao chegar lá, me falaram que ele não resistiu. Falei para os médicos que foram eles que o mataram. Ele precisava de UTI, mas faleceu no pronto-socorro”, denunciou Márcia.




