O emagrecimento é um tema que continua cativando milhares de pessoas que buscam, além da alimentação e prática de exercícios, estratégias e produtos que prometem dar aquele empurrãozinho para eliminar alguns quilos.
A exemplo, o uso de termogênicos tem sido cada vez mais discutido como um divisor de águas entre pessoas que são a favor ou contra. A ingestão desses produtos virou tema no Congresso Brasileiro de Atualização em Endocrinologia e Metabologia (CBAEM), que aconteceu em Santa Catarina.
“Estamos falando de uma série de substâncias, os fat burners, que têm alegadas propriedades de queimar gordura por meio de inúmeros mecanismos bioquímicos. O problema é que na prática clínica efetiva, a pessoa toma a substância com o efeito de aumentar o metabolismo e, consequentemente, emagrecer, queimar gordura, mas, em geral, isso não acontece”, explica o endocrinologista Fúlvio Santos Thomazelli, membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), que ministrou uma palestra para profissionais da área com o tema “Termogênicos: queimando gordura ou dinheiro e saúde?”.
A princípio, os termogênicos cumprem a função de estimular a queima de gordura, mais especificamente, a ajudar no consumo dos ácidos graxos dentro das células. E, de acordo com o médico, é extremamente complicado o uso destas substâncias que prometem muito e não tem funções comprovadas. “Quando você lê a explicação bioquímica da ação de um termogênico, você fica até encantado, ela faz toda lógica, tem toda uma explicação bioquímica que justificaria a teoria da queima de gorduras e o auxílio ao emagrecimento. O problema é que essas observações são obtidas de modelos animais e a gente não pode transferir esse raciocínio para uma célula humana”, justifica.




