Coceira, o surgimento de pruridos, descamações, formação de crostas e, em alguns casos, dor e ardência na pele. Esses são os sintomas da dermatite atópica (DA), uma doença crônica, diagnosticada a partir da análise clínica e do histórico familiar, que acomete até 20% das crianças e 9% dos adultos no Brasil[1].
Cerca de 60% dos casos de dermatite atópica surgem na infância e podem sumir ou piorar com o passar dos anos, mas estimativas apontam que 15% da população urbana sofre com a doença[2]. Essas lesões, apesar de muito comuns, necessitam de acompanhamento médico e tratamento adequado. Em crianças, ela aparece em manchas avermelhadas e descamativas; em adolescentes e adultos, a pele fica mais grossa, áspera e escurecida. As dobras da pele são as regiões mais atingidas, mas podem aparecer em outras áreas. A persistência e o grau de incômodo dessas manchas determinam se você deve procurar um especialista.
“Os principais sintomas da DA são coceira, que pode ser insuportável e constante, e lesões de pele com características e localização específicas, chamadas de eczema. Essas lesões são recorrentes e podem estar associadas com outras manifestações cutâneas, a principal delas é o ressecamento da pele”, explica a alergista Djanira Andrade.
Mesmo com essa grande incidência, a DA ainda gera muitas dúvidas. Normalmente a enfermidade se manifesta em pessoas que têm outras alergias como rinite, asma e bronquite, doenças que frequentemente atingem outros membros da família.




