Marli Mendes da Silva é artesã na cidade paulista de Itaóca, no Vale do Ribeira, localizado no sul do estado de São Paulo. Até um ano atrás produzia uma panela de cerâmica por semana, que a ajudava a complementar a renda. Neste ano participou de um curso de capacitação que ensinou artesãos, como ela, e comerciantes locais a darem mais visibilidade aos empreendimentos.
Em Itaóca, cidade com vocação para o ecoturismo, com trilhas para cavalos, ciclismo e cachoeiras, foram instaladas placas de sinalização para que os turistas que visitam a da região saibam onde estão os artesãos. O resultado foi imediato “Com isso as vendas alavancaram. O povo passa, vê a plaquinha e vem conhecer o trabalho da gente. Isso só veio acrescentar. Antes eu só fazia uma peça por semana e estava ótimo. Agora eu preciso trabalhar a semana inteira para dar conta dos pedidos”, diz a empresária.
O Ministério do Turismo escolheu esta sexta-feira, 27 de setembro, Dia Mundial do Turismo, para mostrar histórias como a de Marli, “Tudo que se faz para o turismo a geração de emprego e renda é muito rápida. Quando você aumenta o número de turistas em algum local o hotel contrata, o restaurante contrata, a locadora aluga mais carros, a resposta é imediata. Então o turismo é uma das principais vertentes da nossa economia e precisa estar no centro da agenda econômica do Brasil”, destaca o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio.
Em busca de alavancar o setor, o Brasil deixou de exigir o visto para visitantes de quatro países (EUA, Canadá, Austrália e Japão). Recentemente, o país conquistou vaga no Conselho Executivo da Organização Mundial do Turismo, principal entidade do setor. De acordo com o governo, as medidas tiveram efeito positivo. Em julho, primeiro mês após a isenção de vistos, os gastos de turistas estrangeiros no Brasil cresceram mais de 43% em relação ao mesmo mês de 2018, de acordo com dados do ministério.




