Está na cara quem fica com sono acumulado: as olheiras aparecem, a pessoa apresenta uma expressão cansada e passa o tempo todo bocejando.
Mas o que a gente não percebe com tanta facilidade é que a privação crônica e/ou a falta de qualidade de repouso prejudicam muito o organismo e o coração é uma das principais vítimas. Isso porque, quando estamos na cama o nosso sistema cardiovascular passa por um momento de repouso, no qual a frequência cardíaca e a pressão arterial são reduzidas e esse processo é essencial para manter a saúde do peito em ordem.
Por isso, quem dorme mal tem muito mais chance de sofrer com problemas cardíacos, relação que já foi comprovada por diversos estudos. Um deles foi feito na Escola Paulista de Medicina com 1042 voluntários e mostrou que o risco é ainda maior para aqueles que sofriam com apneia, um problema que costuma estar associado ao ronco e leva a interrupções na respiração durante o sono que se repetem, no mínimo, cinco vezes durante uma hora.
A explicação é simples: nos casos mais intensos, a pessoa acaba tendo uma baixa no índice de oxigênio na circulação e o sistema nervoso simpático, aquele que prepara o corpo para reagir diante de situações extremas, como medo e estresse, libera adrenalina para manter o organismo funcionando adequadamente, provocando uma contração dos vasos sanguíneos, o que, além de elevar as chances da pressão ir para as alturas, aumenta o risco de infarto, explica o cardiologista Dr. Hélio Castello.




