
Ensinar, orientar. São esses os pilares do magistério e do professor – a pessoa que escolheu guiar seus alunos pelo mundo do conhecimento. O professor é a primeira das profissões. Todas as outras especialidades e habilidades técnicas só podem existir quando há professores ensinando-as aos seus discípulos. Isto é, atrás de cada advogado, médico, engenheiro ou artesão, atrás de cada comerciante, industriário, policial ou artista, está um professor conduzindo-os.
Por isso, em meio a tantas crises na educação do país, a profissão resiste bravamente. Em Franca são mais de 2 mil profissionais em atuação nas salas de aula – sejam elas municipais, estaduais, particulares, de ensino técnico ou de ensino superior. E eles mostram no dia a dia, que não foi somente o perfil dos professores que mudou. As configurações familiares também se transformaram, como explica a psicopedagoga Lucíola Ferraiolo. Segundo ela, as crianças, atualmente, necessitam de um apoio familiar sólido. No entanto, muitos pais procuram remediar isso com as atividades escolares. “As crianças, de um modo geral, são muito largadas. Não é querer culpar ninguém, porque os pais têm de trabalhar. Mas acaba que o referencial passa a ser quase que exclusivamente o professor”, revela.
Só que a demanda dos responsáveis por uma instituição que resolva as questões de seus filhos, que não podem ser contornadas por eles no dia-a-dia, esbarra na dificuldade, cada vez maior, dos professores de se afirmarem como autoridades dentro da sala de aula. E é este um dos grandes desafios da educação nos dias de hoje, uma vez que os conceitos de autoridade e autoritarismo estão bastante confusos – tanto para as crianças quanto para os pais. “Os pais modernos acham que ter diálogo com os filhos é tratar de igual para igual. As crianças perdem o parâmetro. A autoridade faz falta”, avalia Lucíola.




