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Vem chegando o natal

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Roberto Ravagnani
é palestrante, jornalista (MTB 0084753/SP), radialista (DRT 22.201),
conteudista e Consultor especialista em voluntariado e responsabilidade
social empresarial. Voluntário palhaço hospitalar desde 2000, fundador
da ONG Canto Cidadão, Associado para o voluntariado da GIA Consultores
no Chile, fundador da Aliança Palhaços Pelo Mundo, Conselheiro Diretor
da Rede Filantropia, sócio da empresa de consultoria Comunidea, criador e
gestor de eventos filantrópicos, porta voz pela ONU, Membro Engage for
business e Líder Internacional de Yoga do Riso
. www.robertoravagnani.com.br

Vem chegando a época que todo mundo fica bonzinho, caridoso, emotivo com as causas sociais. Aquela criança que esta na rua desde sempre e a vemos quase todos os dias no nosso corre-corre e não damos atenção, nesta época é motivo de pesar vê-la ali naquela situação e imediatamente nos vem a mente o que poderíamos fazer e assim cria-se mais um movimento pelas crianças de rua, ou pelos cachorros abandonados que não terão um ossinho no natal ou pelos velhinhos nos asilos que não receberão visitas.

O que seria destas pessoas se não fosse o natal? Quem criou tudo isso, você chame como quiser, pensou em tudo mesmo, pois muito se cria nesta época de maior sensibilidade e muito se acaba antes do carnaval, mas muitos trabalhos perduram e realmente se tornam ajudas efetivas durante todo o ano, que deveria ser o normal, pois elas ficam nas ruas o ano todo, passam fome o ano todo, precisam de roupa o ano todo, de atenção o ano todo. São 365 dias por ano de oportunidades para cuidar do nosso próximo ou do meio ambiente, mas muitos precisam de um natal para lembrá-los.

O saudoso Betinho, com tive a honra de trabalhar, criou o natal sem fome, este que vos escreve sem a pretensão de ser lembrado como tal, na minha doce imaginação, vou criar o ano sem fome. Que tal?

Um ano inteiro para todos se preocuparem com esta questão, sem o envolvimento governamental que já vimos que não tem capacidade de gerir um negócio sem ter a maldição da corrupção por perto rondando e assombrando tudo o que faz.

Pode levar na brincadeira, mas a preocupação é séria e necessária de ser levada a cabo, o trabalho voluntário pode, quando bem orientado, eu diria sem medo de errar, acabar com esta situação.

Acabar com a fome, sem distribuição de dinheiro, mas de condições, sem
dar esmolas mas dignidade e educação (não a formal), sem duvidas que o
trabalho voluntario é um grande resolvedor de problemas quando pensado o
ano todo. Vamos pensar nisso juntos?​

*Essa coluna é semanal e atualizada às quartas-feiras.