O
prefeito de Franca, Alexandre Ferreira (PSDB), deverá ficar nos
bastidores na questão da instalação de novos postos de pedágios
na cidade. Até o momento, o tucano não deu uma declaração sequer
sobre o assunto. Fontes ligadas a Ferreira disseram que se trata de
uma questão do governo do Estado e que ele não vai “se queimar”
com o governador Geraldo Alckmin, de seu partido. Especialmente em um
ano eleitoral.
O
problema é que os pedágios, se implantados, afetarão em cheio os
francanos e justamente numa parte delicada: o bolso. Cada pedágio
deverá custar em torno de R$ 7 e viagens curtas, como a Jeriquara,
Itirapuã, Pedregulho, Rifaina e Capetinga serão tarifadas.
Já
foram realizados dois protestos e até agora Alexandre não foi
visto. Na audiência pública ocorrida na Câmara Municipal, a
situação se repetiu. O prefeito estava em uma festa e não
compareceu. Além disso, não enviou representantes com expressão
política na administração, como secretários ou o vice-prefeito
Fernando Baldochi. Foi criticado por políticos presentes.
O
deputado Roberto Engler, pelo contrário, tem criticado o governador,
uma vez que este teria prometido as duplicações sem pedágio e
voltado atrás agora. Já o ex-deputado estadual Gilson de Souza
(DEM) e o ex-deputado federal Marco Ubiali (PSB), que ocupam cargos
no governo estadual, não fizeram uma só manifestação oficial.
Entre
os vereadores, o mais ativo dos protestos tem sido Marco Garcia
(PPS). Márcio do Flórida (PT) e Valéria Marson (PMB) também
participaram das duas manifestações. Cordeiro (PSB) marcou presença
em uma. A Câmara Municipal também aprovou moção de repúdio
contra Alckmin pela intenção de implantar os pedágios.



