Os meios eletrônicos de pagamento — cartões de crédito, débito e pré-pagos — dão sinais de distanciamento do avanço ainda modesto da economia brasileira. Dados da Abecs, associação que representa as empresas do setor, apontam para crescimento em 2019 que deverá ficar entre 17,5% e 19,5% em comparação ao desempenho do ano passado.
Se os números se confirmarem, o setor deve movimentar R$ 1,84 trilhão neste ano. Só no primeiro semestre, passaram pelos meios eletrônicos de pagamento R$ 850 bilhões em operações. O aumento da competição no mercado de adquirentes, responsável pela queda nos custos de aceitação para lojistas — que levou à redução nos preços de aluguel e compra de máquina de cartão, à isenção de taxas e à redução de prazo de pagamento —, é apontado como principal causa para a trajetória de expansão do setor.
A Visa, empresa líder em pagamentos digitais no mundo, está surfando na boa fase. Apesar da posição confortável proporcionada pela liderança, a companhia tem buscado alternativas para manter o crescimento. Parte desse movimento passa pelas novas tecnologias e pela associação com novos parceiros.
Uma das tecnologias que tem despontado é a que permite os pagamentos por aproximação, que vem sendo usada no metrô do Rio de Janeiro. Em relação às parcerias, a companhia criou uma área com o objetivo de facilitar a conexão com empresas que planejam emitir cartões, como as fintechs e os bancos digitais. A decisão passa pelo momento aquecido do segmento, com o crescimento exponencial de novas empresas que chegam ao mercado de pagamentos e planejam criar uma carteira digital.




