
Os cerca de 300 servidores públicos municipais de Restinga ainda não receberam os salários referentes ao mês de novembro, que deveriam ter sido depositados na sexta-feira, dia 6.
Os funcionários também correm o risco de ficarem sem a segunda parcela do 13º salário prevista para ser paga até o dia 20.
O transtorno não é causado por falta de dinheiro. Os recursos estão depositados nos cofres públicos.
O prefeito Amarildo Nascimento afirmou ao repórter José Antônio, que tem mais de R$ 1,6 milhões na conta da Prefeitura de Restinga para efetuar o pagamento de novembro e a segunda parcela do 13º salário.
O motivo para o atraso é a resistência dos vereadores da oposição em aprovarem projeto de autoria do Executivo que autoriza a Prefeitura a fazer alterações no orçamento e, assim, efetuar o pagamento aos servidores.
Segundo o prefeito, ele cancelou as sobras das dotações orçamentárias de todos os departamentos da Prefeitura e suplementou a dotação para pagamento de pessoal. Para ele, é apenas uma questão de transposição de verbas, nada mais.
O projeto deu entrada na Câmara no dia 27 de novembro. A votação seria realizada na sessão do dia 3 de dezembro e, em caso de aval dos vereadores, o pagamento dos servidores seria feito no dia 6, como programado.
Mas o vereador Donizete Montagnini, o Zetão, ex-prefeito da cidade, pediu vistas e foi seguido pelo bloco de oposição, o que adiou a votação e provocou o atraso no pagamento dos servidores.

Com a decisão, uma nova sessão extraordinária foi marcada para esta segunda-feira, 10. Uma discussão entre os vereadores de oposição e da bancada governista impediu a votação.
Os servidores da Educação prometem fazer um protesto nesta quarta-feira e ameaçam entrar em greve a partir de sexta-feira caso os salários não sejam pagos.
Pressionada, a Câmara realizará sessão extraordinária, às 11 horas, para discutir o projeto.
“Eu gostaria de já ter feito o pagamento. Nós temos mais do que o dinheiro necessário, só depende de a Câmara autorizar, mas os vereadores se recusam a votar por questões políticas. Enquanto eles ficam com picuinhas, os servidores estão sendo prejudicados”, disse o prefeito Amarildo Nascimento (MDB).



