Setor que mais sofreu com a pior recessão pela qual passou o Brasil, com 20 trimestres seguidos de queda até agosto deste ano, a indústria da construção civil começa a sair do atoleiro.
O crescimento, mesmo em cima de bases negativas, é surpreendente, afirma Luís Fernando Melo Mendes, economista, consultor e ex-diretor da Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil (CBIC). “Foi uma retomada realmente boa. Ainda assim, é possível que não corrija as desigualdades”, destaca.
“O que se percebe é que, mesmo com juros mais baixos para comprar imóvel, as condições para conseguir o financiamento não são propícias. É preciso ser cliente especial, ter seguro, aplicação, financiamento ou ser funcionário público”, lamenta. Com isso, a desigualdade permanece e a população com menos recursos continua sonhando de longe com a casa própria.




