
As principais vítimas da fila de 2 milhões de pessoas que esperam a concessão de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) são, naturalmente, as pessoas que entraram com os pedidos — 1,3 milhão delas aguardam uma resposta há mais de 45 dias.
Mas a situação também prejudica os servidores da autarquia, que, há anos, pedem reforços ao governo. Agora, a ajuda virá pela admissão de 7 mil militares no atendimento das agências, conforme o anunciado pelo governo. A percepção geral dos servidores, no entanto, é de que a medida não é suficiente.
Na avaliação de Rita de Cássia Assis, funcionária há 15 anos de uma agência do INSS, no centro de São Paulo, colocar militares ou qualquer outra categoria de profissional que não seja especializada na área pode gerar um “retrabalho”, como dar informações erradas e fazer o cidadão ter de retornar à agência.




