Moradores de Taquaritinga reclamam de uma cratera aberta sobre uma avenida principalmente após um temporal no início de janeiro. Com a força da água, uma adutora se rompeu e o asfalto cedeu em cima de um riacho na Vila Romana, no cruzamento da Rua João Perroni com a Avenida Paulo Zuppani.
Quem mora na região teme que a erosão se agrave com a chegada de mais chuvas. A dona de casa Angélica Chiarelli mora a poucos metros da cratera e tem filhos pequenos que gostam de brincar na rua.
“Já pensou se vem pra frente essa cratera? E minha casa, vai pra onde? Você tem criança pequena, tem filhos e vê uma coisa dessas. Eles vão agir quando?”, questiona.
O trecho foi interditado até que o problema seja resolvido e os moradores precisam fazer um desvio de um quilômetro para transitar entre os bairros São Sebastião e Vila Romana.
O secretário municipal de Obras e Meio Ambiente, Luís Carlos Lorençano, disse que a erosão não oferece riscos e que não há previsão para o conserto, já que a Prefeitura não consegue custear as obras de canalização do riacho, que devem custar cerca de R$ 5 milhões.
“A erosão está a mais de 12 metros e meio de distância [das casas] e já está paralisada. Essa erosão existe há mais de seis anos e a gente está correndo atrás de verba, porque é um custo muito elevado. Não tem como a Prefeitura suportar”, afirma.
Preocupação
Enquanto o problema não é resolvido, os moradores estão com medo. A estudante Camille Lopes, que passa pela avenida com frequência, diz que levou um susto ao ver o tamanho da cratera.
“Já pensou se tivesse passando um carro e caísse com uma criança dentro? Deu até um choque no coração. Tem que arrumar logo”, diz.
Angélica mora no bairro há 20 anos e diz que não é a primeira vez que o terreno cede com as chuvas. Em 2013, outra cratera foi aberta na mesma avenida após o rompimento de uma adutora.
“Eles vêm, jogam entulho, aí a primeira chuva desce tudo de novo. Agora abriu essa cratera. Outra vez abriu e não tinha como tirar o carro da garagem”, relembra.
O operador de máquinas Aparecido João Matias relata que a vizinhança plantou árvores ao redor do local na tentativa de evitar erosões. “Essa via dá acesso a mais de dez bairros. É um descaso sem tamanho com a população, principalmente a Vila Romana”, diz.
Fote: G1 – regiões



