
O Nobel de Medicina de 2018 foi atribuído a dois cientistas, o americano James P. Allison e o japonês Tasuku Honjo, por sua descoberta de um tipo de terapia que faz com que células de defesa do organismo voltem a atacar tumores.
Os dois desenvolveram separadamente pesquisas sobre duas proteínas produzidas por tumores – a CTLA-4 e a PD-1 – que paralisam o sistema imune do paciente durante o tratamento de câncer.
“Os tumores produzem proteínas, chamadas de ‘checkpoints’, que bloqueiam o linfócito T, a célula mais importante do sistema imune que ataca o tumor. Essas drogas retiram o bloqueio e recuperam o poder de ataque dos linfócitos que estavam paralisados por essas proteínas”, explica o oncologista Fernando Maluf, diretor associado do Centro de Oncologia da Beneficência Portuguesa de São Paulo.




