
Pesquisadores da Academia Chinesa de Ciências, em Changchun na China, criaram um novo curativo, parecido com um band-aid, capaz de mudar de cor ao detectar bactérias sensíveis a antibióticos, nas feridas da pele.
Na presença destas bactérias, este novo curativo fica com a cor amarela, e além de alertar sobre a infecção na ferida, também libera antibióticos para cicatrizar mais rapidamente os machucados.
Nas situações em que a bactéria presente na ferida é resistente ao antibiótico, o novo curativo fica com coloração mais próxima do vermelho.
Nestes casos, é aplicada uma terapia de luz, que combate esta bactéria resistente, enfraquecendo sua ação, ajudando a curar a ferida na pele.
Este estudo foi feito apenas em camundongos e por isso ainda não tem aprovação dos órgãos competentes para uso em pessoas, porém os pesquisadores acreditam que brevemente este novo curativo poderá ser aplicado em seres humanos.
Como funciona o novo curativo

O novo curativo desenvolvido na China é parecido com um band-aid e pode ser facilmente colocado sobre a lesão na pele.
Quando o curativo detecta a presença de bactérias sensíveis aos antibióticos ocorre uma reação química, mudando da cor verde para amarelo.
Ao mesmo tempo, libera materiais feitos com ampicilina, para eliminar essas bactérias mais rapidamente e ajudar na cicatrização da pele.
Se as bactérias detectadas forem resistentes ao antibiótico do curativo, imediatamente ocorre a mudança da cor verde para vermelho.
Nestes casos, é realizada uma terapia fotodinâmica, em que são aplicados raios de luz para enfraquecer e matar estas bactérias presentes no ferimento.
Além disso, este curativo permite uma avaliação rápida da lesão na pele, em torno de 4 horas, evitando a multiplicação das bactérias, tornando a cicatrização mais eficiente e não causa nenhum efeito colateral.
O que falta para ser vendido
Apesar de ser um curativo promissor na detecção rápida e no tratamento de infecções em lesões, este novo curativo que muda de cor ainda não pode ser comercializado para uso em seres humanos.
É que só foram feitos testes em camundongos de laboratório, com bactérias específicas, do tipo Escherichia coli.
Entretanto, os pesquisadores do estudo estão confiantes de que em breve novos testes poderão ser realizados e que logo terão oportunidade de solicitar a autorização de órgãos competentes, responsáveis pela aprovação de novas terapias.



