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Estranhos na Noite conta uma luta histórica da cidadania

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Vanessa Gonçalves, do site portalimprensa, entrevistou José Maria Marynk sobre este trabalho importante para a liberdade de informação e que vamos divulgar aqui no nosso blog de ecologia e de cidadania: eu convivi com José Maria na redação do Jornal da Tarde (JT do Estadão) por alguns meses nos anos 70, onde, começando minha trajetória de repórter, fui trabalhar, após ter sido preso no DOPS dentro do movimento dos jovens contra a Ditadura. A resistência dentro da empresa O Estado de São Paulo à censura imposta pela ditadura militar após o Ato Institucional nº 5 (AI-5) é tema de livros e pesquisas. Porém, somente agora, quase 50 anos depois, essa história chega à tela dos cinemas por meio do documentário “Estranhos na Noite – Mordaça no Estadão em Tempos de Censura”, com roteiro do jornalista José Maria Marynk, direção do cineasta Camilo Tavares e produção do próprio Estadão.

Os jornais Estadão, JT e Rádio Eldorado tiveram a coragem histórica de enfrentar a Censura na Ditadura Militar
José Maria Marynk é testemunha de uma época difícil e de uma luta de cidadania
Logo criada agora para o filme e o livro de José Maria e Camilo Tavares

O atual movimento de cidadania cumprimentou também esta iniciativa


Jornal conta própria história no combate à censura– “Escrevi um livro chamado Mordaça no Estadão, que foi publicado em dezembro de 2008, quando completaram-se os 40 anos do AI-5. A obra falava da censura ao jornal entre 1968 até 1974. Em meados de 2014, conversando sobre isso com o Ricardo Gadour e o Camilo Tavares, eles tiveram a ideia de fazer um documentário. Entrei como roteirista por causa do meu livro, pois o roteiro foi mais ou menos o próprio livro. Fiz a lista de entrevistas com jornalistas e no filme acrescentei relatos das atrizes Eva Wilma e Irene Ravache, que comentam a censura que também havia em toda a vida cultural naquela época, em que o Estadão, o JT e a Rádio Eldorado foram as fronteiras da liberdade de expressão”. (José Maria Mayrink)

Esta capa do JT mostrou que a edição sobre o AI5 fora censurada
O JT foi um dos mais criativos e combativos jornais da imprensa brasileira…
As suas capas e matérias pertencem à história da cidadania paulista e brasileira

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Memorial da Resistência, da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, realizou neste fim de semana o primeiro “Sábado Resistente”´do ano, programa realizado em parceria com o Núcleo de Preservação da Memória Política que tem como objetivo debater a censura no país. Na data, será exibido em pré-estreia o documentário Estranhos na Noite, Mordaça no Estadão em Tempos de Censura, dirigido por Camilo Tavares, com roteiro do jornalista José Maria Mayrink. Após o filme, ambos participaram de debate com o público. O documentário relata a resistência do jornal à censura durante a Ditadura Militar, através de depoimentos dos jornalistas e de outros profissionais que trabalhavam na redação naquela época. Para contar os bastidores dessa história única na imprensa brasileira e mundial, José Maria Mayrink, autor do livro Mordaça no Estadão, e Camilo Tavares, diretor do filme premiado O dia que durou 21 anos, entrevistaram Ricardo Kotscho, Miguel Jorge, Carlos Chagas, Oliveiros Ferreira, Fernando Mitre, Flavio Tavares, Sérgio Mota Melo e outros dos vários jornalistas que participaram desse importante capítulo da história brasileira. O filme também traz depoimentos das atrizes Eva Wilma e Irene Ravache. Estranhos na Noite conta ainda como é que nasceu a estratégia de denunciar a censura aos leitores publicandoversos de Camões e/ou receitas culinárias no lugar das notícias proibidas. Aí, onde entravam estes textos, todos sabiam que estavam no lugar de informações censuradas. E como, mesmo depois do fim da censura, o regime militar perseguiu jornalistas do Estadão com prisões, torturas e ameaças de morte. Eu também sou testemunha desta violência.

Amanhã aqui neste microblog mais informações para você, onde quer que você esteja, paz, Padinha!

Cesar Colleti

O que acontece e como acontece em Franca e região