Nas eleições de 2012, o PMDB conseguiu conquistar um espaço que não tinha havia anos da administração municipal. Elegeu Fernando Baldochi como vice-prefeito, na chapa encabeçada por Alexandre Ferreira (PMDB), conquistou cargos importantes, como o do assessor especial do prefeito, Airton Sandoval, que de quebra é suplente de senador, e voltou a ter representatividade na Câmara Municipal, com a eleição de Daniel Radaeli.
No caso deste último, talvez tenha sido a vitória mais expressiva do partido, uma vez que a Câmara Municipal, de todas as situações citadas, é a que mais visibilidade dá ao PMDB, pelo espaço na tribuna e a publicidade espontânea da imprensa.
O problema é que Radaeli, há muito tempo, não se entende com o prefeito Alexandre. Não concorda com sua postura administrativa, da qual é um ferrenho crítico, faz parte de uma CEI – Comissão Especial de Inquérito – que investiga a área da Saúde e sua saída do partido é uma possibilidade real.
Para piorar, Carlinho da Farmácia, suplente de Radaeli e que obteve 2,8 mil votos no último pleito, pode se sentir ilhado com uma eventual saída do vereador e pode ir no mesmo caminho, mudando de legenda – já teria sido assediado por vários rivais. Seria um golpe fatal na chapa de vereadores do PMDB.
Os próximos dias serão fundamentais para o partido, que tentará manter Radaeli e Carlinho e tentar atrair mais nomes relevantes no cenário local. É questão de sobrevivência em um ano em que as dificuldades para eleger vereadores se apresentam muito fortes.



