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Coronavírus faz disparar venda online de farmácias e supermercados na internet

Essa mudança no perfil de consumo, em tão poucos dias, pegou parte dos varejistas de surpresa

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Em meio à pandemia do novo coronavírus, os brasileiros reforçaram suas compras de medicamentos, alimentos e itens de higiene e limpeza pela internet

É o que mostra relatório da ABComm (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico em parceria com o Movimento Compre & Confie.

Quanto as compras online aumentaram? E em qual período? Desde o dia 24 de fevereiro, pouco antes da confirmação do primeiro caso da doença no país, até o último dia 18 de março, o relatório aponta um aumento de 111% nas compras online da categoria saúde (que inclui medicamentos e itens de farmácia), alta de 83% em beleza e perfumaria (que engloba itens de higiene pessoal), e avanço de 80% nas compras de supermercados (que envolvem alimentos, bebidas, higiene e limpeza).

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Isso tudo em comparação a um período semelhante de 2019 — de 25 de fevereiro a 20 de março.

Em ambos os casos, são 24 dias, 15 dos quais úteis, já descontando o Carnaval. No levantamento, estão gigantes como Americanas.com, Carrefour, Extra, Via Varejo e Magazine Luiza.

“Em qualquer crise, o ambiente de vendas online se consolida”, diz André Dias, diretor executivo do Compre & Confie, que monitora vendas reais de mais de 80% do varejo digital brasileiro. 

“Especialmente neste momento, em que o contato físico deve ser evitado, as vendas pela internet ganharam ainda mais relevância”, afirma o executivo.

Quanto foi vendido em valores? Todas as vendas online pesquisadas no levantamento somaram R$ 5,6 bilhões desde que a crise explodiu, um aumento de 28,8% em relação ao intervalo do ano passado.

O número de pedidos aumentou 31,6%, para 13,16 milhões.

Quais itens estão sendo comprados pela internet? E quais tiveram queda? O tíquete médio das compras somou R$ 425,30, uma redução de 2,2% na comparação com o ano passado.

“Isso significa que itens mais baratos passaram a compor a cesta desse período, que registrou um decréscimo, por exemplo, da venda de segmentos de maior valor agregado, como câmeras, filmadoras e drones (queda de 62%), games (-37%), eletrônicos (-29%) e automotivo (-20%)“, afirmou Dias.

Em relação à quanto cada categoria representa dentro do faturamento total, houve uma queda expressiva nos eletrônicos (de 7,6% do faturamento do ano passado para 5,3% do faturamento deste ano), que se contrapõe ao aumento de beleza e perfumaria (de 4% para 6,8%), de saúde (de 1,1% para 2,3%) e de alimentos e bebidas (de 1,1% para 2%).

Essa mudança no perfil de consumo, em tão poucos dias, pegou parte dos varejistas de surpresa. “Uma rede de farmácias, por exemplo, tirou as promoções do ar, porque já havia vendido todo o seu estoque, uma alta de 170% no período, e não daria conta de entregar”, afirma Dias.

*Estadão Conteúdo

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