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Em meio à pandemia, dengue também é problema em Franca e no resto do país

Ministro da Saúde diz que será muito ruim ter dengue e na sequência uma gripe como o coronavírus no país

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Segundo o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da
Saúde, Wanderson Oliveira, o País está entrando na fase mais crítica de
transmissão de dengue e apelou que as pessoas aproveitam o período de
isolamento em casa para eliminar focos do mosquito. “Esse é o
momento”, disse, em entrevista coletiva.

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, concorda e ressalta
que todo criadouro de mosquito de dengue está dentro das casas ou, no máximo, a
30 metros delas. “Pode ser muito ruim ter dengue e na sequência uma gripe
dessas”, disse, em referência ao novo coronavírus.

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Em Franca, até o decreto assinado pelo prefeito Gilson de Souza
na última semana, a Vigilância Sanitária seguia com equipes pelas ruas para
orientação da população quanto à dengue, e fiscalização nos imóveis para evitar
a proliferação de larvas do mosquito transmissor da doença, o Aedes aegypti.

Mas, com a suspensão da maioria dos serviços presenciais, a
prevenção de novos casos de dengue na cidade está praticamente nas mãos da
população. Por isso é importante a conscientização de todos.

O coronavírus no país

Mandetta completou dizendo não conhecer as projeções feitas pelo
JPMorgan, de que o auge do contágio da covid-19 será na semana que vem.

“Não acredito que
tenham mais capacidade de fazer projeções do que nós”, afirmou.

Para o ministro, o enfrentamento da doença no Brasil “não é
receita de bolo” e que considera as características de cada Estado.
“Estamos todos no mesmo barco”, voltou a dizer.

O Rio Grande do Sul, citou Mandetta, concentra a maior população
idosa, o que gera mais preocupação que o Acre, que conta com os mais jovens e
registra apenas 11 casos.

Além disso, disse ele, medidas de contenção devem surtir efeito
muito positivo para Estados com municípios espaçados, mencionando novamente o
Acre.

Oliveira disse que o governo tem dado transparência total aos
dados que recebe sobre a evolução da doença, mas que os modelos utilizados não
conseguem absorver o impacto de todas as medidas de enfrentamento do
coronavírus, já que isso é feito ao longo do processo.

“Temos agora uma medida em um Estado grande como São Paulo
e precisamos aguardar para ver como será o impacto dessa medida em outros
Estados”, disse Oliveira. 

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