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Preços de alimentos e produtos de higiene sobem e ameaçam mais vulneráveis

População de baixa renda é a que mais sofre com a inflação dos itens de primeira necessidade

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O IPCA-15, uma prévia da inflação oficial do país, subiu 0,02% em março, o menor resultado para o mês desde o início do Plano Real, em julho de 1994. Parece bom, não é? Mas não é bem assim.

O resultado de março só ficou baixo porque o preço das passagens aéreas caiu 16,88%. Isso ocorreu porque a demanda por voos caiu com a pandemia do coronavírus.

Por que a situação é pior do que parece? Porque os preços dos produtos do grupo alimentação e higiene e limpeza subiram. 

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A população de baixa renda é a que mais sofre com a inflação dos itens de primeira necessidade. O preço dos planos de saúde também avançou.

Quanto foi o aumento? Os preços dos produtos de higiene pessoal subiram 2,36%, enquanto os planos de saúde avançaram 0,60%. Já os alimentos ficaram 0,35% mais caros.

A alimentação dentro de casa, aquela que a todo mundo faz no confinamento do coronavírus, subiu 0,49% em março. As maiores altas foram da cenoura (23,92%), ovo de galinha (5,10%), tomate (4,93%) e leite longa vida (1,37%).

Como foi feita a coleta de preços? O IBGE informou que os preços foram obtidos por coleta presencial entre 12 de fevereiro e 16 de março. A partir de agora, a coleta será online e por telefone.

*6Minutos

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