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​Lago de Furnas atinge cota mínima 762 metros, que é o pedido pelos municípios

Nível considerado ideal para funcionamento de várias atividades, é reivindicação da comunidade da bacia

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Foto: Reinilda Tempesta Mesquita‎Represa de Furnas em Areado

O nível do Lago de Furnas atingiu a cota almejada por comerciantes, empresários, pescadores e políticos. 

De acordo o último boletim do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), em 31 de março, o nível do Lago de Furnas estava em 762,37, operando com 58,25% do seu volume útil. 

Nível considerado ideal para o funcionamento de várias atividades, é uma reivindicação da Associação dos Municípios do Entorno do Lago de Furnas (Alago), comerciantes e empresários de 39 cidades que são banhadas pelo lago no Sul e no Sudoeste de Minas.

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Segundo a associação, com 762 metros, as 39 cidades às margens do lago têm água suficiente para o uso múltiplo: além da geração de energia, o turismo e atividades econômicas como piscicultura.

“Nós temos que lutar por uma cota maior, para a gente manter no período das secas a cota 762”, destacou Hiberaldo Henrique Silva, presidente da Alago.

O nível máximo do lago é de 768 metros acima do nível do mar. Mas a última vez em que ele atingiu essa cota foi em março de 2011, quando Furnas abriu as comportas para liberar água. Desde então, o nível oscila.

Em dezembro de 2012, chegou a 15 metros abaixo da cota máxima. Em 2016, a água voltou a subir e em julho, o lago chegou aos 765 metros. Depois, nova queda no volume, chegando a 752 metros em novembro de 2017.

O lago não alcançava a cota mínima há 1.263 dias, desde 9 de outubro de 2016. Mas nem deu para comemorar.

Em plena pandemia do novo coronavírus, os restaurantes e pousadas à beira do lago precisam continuar fechados e sequer podem fazer planos para recuperar a atividade econômica.