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Setor calçadista teme fim de protecionismo e pede que taxa anti-China continue

Indústria pede renovação da taxa de US$ 13,85 para cada par chinês que entra no Brasil

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Calçadistas temem não suportar competição (Foto Arquivo JF)

Calçadistas de todo o Brasil temem o fim de taxação criada pelo governo federal para frear o avanço do sapato chinês no País. O Sindicato da Indústria de Calçados de Jaú (Sindicalçados) é uma das entidades que pedem em Brasília a renovação de resolução que cobra US$ 13,85 para cada par chinês que entra no território nacional. Sem a medida, o preço do produto importado compete de forma desleal com o nacional – o chamado dumping (veja quadro).

A medida protecionista foi adotada provisoriamente em 2009 e passou a vigorar, por cinco anos, a partir de 2010. No ano passado, foi prorrogado por mais 12 meses, em caráter improrrogável, para que estudos demonstrassem a necessidade de manutenção da tarifação antidumping. Na próxima segunda-feira, a Câmara de Comércio Exterior (Camex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, decide se mantém ou não a cobrança.

Um dos diretores do Sindicalçados, Caetano Bianco Neto, participou ontem de série de reuniões nos ministérios que integram a Camex. O temor é o de que o órgão derrube a taxação – o que já teria sido sinalizado pelo Ministério da Fazenda.

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Segundo levantamento da Associação Brasileira da Indústria de Calçados (Abicalçados), o protecionismo ajudou a derrubar a importação desenfreada do produto chinês, impulsionando o mercado nacional mesmo nos anos de recessão (veja quadro). Apesar disso, a China conseguiu inserir o produto no País, por meio de outras nações, como o Vietnã e a Malásia.

Na opinião do presidente-executivo da Abicalçados, Heitor Klein, a extensão do direito de aplicação da sobretaxa ao calçado chinês será essencial para a sobrevivência da indústria calçadista nacional. 

Receio

O presidente do Sindicalçados, Osvaldo Nálio, acredita que o setor enfrentará calamidade caso a Camex derrube a ação antidumping.

“É uma taxação que está alavancando o setor, que já não passa por um bom momento”, comenta.

O parque fabril da indústria calçadista nacional conta hoje com quase 8 mil empresas, que empregam aproximadamente 300 mil trabalhadores de forma direta. 

(Com informações do jornal Comércio do Jahu)

Cesar Colleti

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