
O Sindicato da Indústria de Calçados de Franca (Sindifranca) participou de reuniões em Brasília nos últimos dias com o intuito de pressionar o governo em prol da prorrogação das medidas antidumping.
O presidente da entidade, José Carlos Brigagão do Couto, diz que o segmento calçadista está otimista diante a perspectiva de mostrar aos ministros que compõem a Câmara de Comércio Exterior (Camex) a importância da proteção contra a investida chinesa.
“Caso contrário, a indústria calçadista nacional corre riscos, pois não temos meios de concorrer com a China. Todos os setores do poder público e as empresas têm de trabalhar em conjunto”, opina.
No ano passado, as três cidades paulistas consideradas polos calçadistas (Birigui, Franca e Jaú) tiveram mais demissões do que admissões, conforme números do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) (veja quadro). Couto diz que, se as medidas antidumping não tiverem continuidade, a tendência é que haja mais demissões.
Birigui
Para o presidente do Sindicato das Indústrias do Calçado e Vestuário de Birigui (Sinbi), Carlos Alberto Mestriner, a extensão do direito antidumping é um assunto que merece ser tratado com profunda sensibilidade e bom senso pelo governo por causa das drásticas consequências que poderão acarretar a não aplicação da sobretaxa ao calçado chinês.
Mestriner cita que centenas de empresas seriam fechadas em todo o Brasil se o antidumping não fosse prorrogado. “Sem contar que também deixaríamos de exportar e trazer divisas. Não há condições de competir em igualdade com a China, que pratica políticas de tributos e salários equivocadas”, opina Mestriner.



