
Um novo guia da Organização Mundial da Saúde – OMS, divulgado este ano, pede a redução do consumo de “açúcar livre” entre crianças e adultos para menos de 10%. O documento diz que se a queda for para menos de 5%, aproximadamente 25 gramas ou 6 colheres de chá por dia, a população terá benefícios na saúde. Isto porque, segundo a OMS, há provas concretas de que o consumo de açúcar livre abaixo de 10% de todo o consumo diário de energia reduz o risco de sobrepeso, de obesidade e também de adquirir cáries.
Outro estudo corrobora a questão, o publicado no jornal científico Obesity. Feita com 43 crianças entre 9 e 18 anos, obesos, diagnosticadas com síndrome metabólica e com ao menos uma comorbidade, que poderia ser hipertensão, colesterol alto ou triglicérides alto, a pesquisa verificou que, em média, 27% das calorias das crianças estudadas vinham do açúcar. Então, os especialistas, do Hospital Infantil Benioff, da Universidade da Califórnia, resolveram trocar a quantidade de açúcar de suas dietas por outros carboidratos como amido, mantendo nas dietas as mesmas proporções de gordura, proteínas e carboidratos, para que não houvesse mudança no peso das crianças. Portanto, eles trocaram itens como iogurte adoçado com açúcar, doces e molhos açucarados por itens como baguetes, salsichas de peru e salgadinhos de batata assada. O único açúcar na dieta vinha de frutas frescas.
Eles então monitoraram algumas taxas, como os níveis de colesterol e triglicérides, glicemia, batimentos cardíacos, pressão arterial, insulina e ácido úrico. Em 10 dias, as crianças estudadas já mostraram melhoras em todas essas taxas, que apesar de pequenas, são significativas para esta quantidade de tempo, ainda mais considerando que as crianças continuaram com o mesmo índice de massa corporal (IMC). Por exemplo, o colesterol LDL, ligado a mais problemas cardiovasculares, reduziu em 10 pontos. A pressão arterial caiu 5 pontos e os triglicérides caíram 33 pontos. Mesmo as quantidades de insulina no corpo caíram, o que indica uma menor resistência ao hormônio, que coloca a glicemia dentro das células.




