Mais
de 7,8 milhões de brasileiros estão a pelo menos quatro horas de distância de
um município que ofereça atendimento de alta complexidade, com Unidade de
Terapia Intensiva (UTI), equipamentos e pessoal especializado para doenças
respiratórias graves e agudas provocadas pela epidemia de Covid-19.
Essa é uma
das principais conclusões da mais recente análise dos pesquisadores do
Instituto de Comunicação e Informação em Saúde (Icict), da Fiocruz.
Publicada
na nota técnica do sistema MonitoraCovid-19 (bigdata-covid19.icict.fiocruz.br)
intitulada Regiões e Redes
Covid-19: Acesso aos serviços de saúde e fluxo de deslocamento de pacientes em
busca de internação, a análise mostra que a situação é pior nos
estados de Amazonas (1,3 milhão de habitantes), Pará (2,3 milhões) e Mato
Grosso (888 mil).
Nessas três unidades da federação, mais de 20% da população
mora em áreas com até quatro horas de deslocamento para chegar ao município
mais próximo que ofereça condições de atendimento em casos graves de Covid-19.




