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Mito ou verdade: após sofrer mutações coronavírus estaria menos letal?

Polêmica foi iniciada a partir de declarações de médicos italianos sobre possíveis mudanças genéticas

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A afirmação de dois renomados médicos italianos de que o novo coronavírus estaria menos letal depois de ter passado por mutações genéticas ganhou o mundo e vem sendo apregoada por pessoas que insistem a negar a gravidade da doença.

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É verdade que a situação na Itália está menos dramática do que já foi um dia, mas não há provas científicas de que isso aconteceu porque o vírus tornou-se menos letal. 

Na terça-feira, 02 de junho, o presidente italiano Sergio Mattarella fez questão de dizer à população do país que o estado de alerta não deve ser abandonado: “A crise não terminou, e tanto as instituições como os cidadãos terão que enfrentar suas consequências e seus traumas”, afirmou.

A declaração dos médicos também mereceu resposta imediata da Organização Mundial da Saúde (OMS). 

Michael Ryan, diretor-executivo da agência, afirmou que é necessário evitar uma sensação falsa de segurança: “Precisamos ter um cuidado excepcional para não criar a sensação de que, de repente, o vírus decidiu ser menos patogênico. Não é esse o caso”, disse Mike Ryan, durante uma coletiva de imprensa, na segunda-feira, 1º de junho.

Ele reforçou que o Sars-CoV-2 é um vírus fatal.

Como surgiu

O assunto surgiu depois que Matteo Bassetti, chefe da clínica de doenças infecciosas do hospital San Martino, na cidade de Gênova, afirmou que o Sars-CoV-2 perdeu letalidade. 

“A força que o vírus tinha há dois meses não é a mesma que tem hoje”, disse o médico, em entrevista à agência ANSA.

O chefe do Hospital San Raffaele em Milão, Alberto Zangrillo, reforçou a opinião: “Os testes com swabs nasais realizados nos últimos dez dias mostraram uma carga viral mínima em termos quantitativos em comparação aos realizados nos últimos dois meses”, disse ele à rede de televisão RAI.

Para a OMS, uma razão plausível para que as pessoas pensem que o vírus está diferente seria justamente os efeitos do combate. “

Pode não ser o caso de o vírus estar se tornando menos potente, pode ser o caso de nós, como comunidade e como globo, estarmos reduzindo com sucesso o número, a intensidade e a frequência de exposição a esse vírus”, afirmou Ryan.

*Metrópoles

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