
As pessoas tendem a associar o reumatismo a pacientes da terceira idade, mas esse tipo de condição também pode aparecer na infância.
Doenças reumáticas (há mais de 200 catalogadas pela medicina) correspondem a quadros que envolvem dor nos músculos e nas articulações.
Um dos tipos mais comuns no Brasil entre as crianças é a febre reumática (FR), que ocorre especialmente a partir dos 5 anos e surge de uma dor de garganta mal curada, causada por bactérias estreptococus do grupo A.
A prevenção para a febre reumática é fundamental, porque a doença pode prejudicar, e muito, o coração. Em casos mais avançados, é necessário até mesmo uma cirurgia cardíaca.
Para saber como prevenir o filhote, confira abaixo mais detalhes sobre essa e outras manifestações do reumatismo nos pequenos.
Prevenção e sintomas da febre reumática
Justamente por ser um problema decorrente de outras enfermidades mal curadas, a melhor maneira de prevenir a febre reumática é evitar a automedicação.
Além disso, também é importante estar atento a sintomas como febre, dor e inchaços nas juntas, febre (prolongada ou recorrente) e até mesmo manchas na pele dos pequenos.
Se observar esses sinais, consulte um pediatra, pois são essas as manifestações mais comuns do problema.
Tratamento
Se comprovada a febre reumática (através de uma avaliação com o médico e exames – de sangue, eletrocardiograma, ecocardiografia), é fundamental dar início rapidamente ao tratamento, que é feito com medicamentos (antibióticos, anti-inflamatórios, eventualmente anti-convulsivos) e dividido em duas etapas.
A primeira é para tratar a infecção da garganta e também um possível comprometimento do coração e do cérebro.
Já a segunda (chamada de profilaxia secundária) é feita para evitar que a criança tenha novos surtos da doença.
Vale destacar que durante todo o tratamento, o pequeno deve fazer repouso.
Segundo a cartilha para pacientes com febre reumática, desenvolvida pela Sociedade Brasileira de Reumatologia, é fundamental manter o filhote em casa, sem nem ao menos ir à escola, durante pelo menos 15 dias após o diagnóstico.
Essa medida é necessária para que possa ser avaliada a intensidade das manifestações do problema.
Dependendo do caso, o paciente deverá ficar suspenso por até três meses das aulas de educação física.



